O uso excessivo do smartphone pelos filhos é uma preocupação constante para os pais, mas o contrário também é verdadeiro. Envolvidos em e-mails de trabalho, leitura de notícias, redes sociais ou apenas trocando mensagens no WhatsApp , muitos pais passam tempo considerável com os olhos vidrados nos celulares. E isso é uma reclamação de quatro em cada dez adolescentes que participaram de um estudo divulgado nesta quarta-feira pela ONG americana Common Sense Media.

A pesquisa foi realizada com 500 famílias, entre fevereiro e março deste ano, com entrevistas on-line e por telefone. Os resultados mostram que 68% dos pais acham que os filhos passam muito tempo usando seus smartphones, mas no sentido inverso o percentual também é alto, 39% dos adolescentes acham que os pais extrapolam no uso da tecnologia.

E os próprios adultos reconhecem o fato: 45% dos pais entrevistados dizem se sentir viciados em smartphones. Entre os adolescentes, o percentual é de 39%. Em estudo semelhante de 2016, os índices eram de 27% e 50%, respectivamente. E o estudo alerta que “a maioria das crianças (56%) com pais que se sentem viciados também se sentem viciadas, criando lares onde toda a família tem mais chances de ter esse sentimento”.

— Isso é interessante e inesperado — afirmou Michael Robb, líder da pesquisa, em entrevista ao “New York Times”, explicando que esse movimento pode ser explicado pelos alertas dados pela imprensa sobre o uso excessivo de celulares, que impactam as preocupações dos pais. Na outra ponta, acontece uma normalização do uso, fazendo com que os adolescentes se preocupem menos com o uso dos dispositivos móveis.

Interferência no sono

Para o pesquisador, a maior preocupação está em como adultos e adolescentes permitem que os smartphones interfiram no sono. Um em cada três adolescentes (36%) reconheceram acordar durante a noite para checar notificações nos aparelhos. Entre os pais, o percentual é de 26%. E 62% dos pais dormem com o celular ao alcance das mãos, índice de 39% entre os filhos.

— Isso é importante porque sabemos que um sono saudável está associado com uma série de consequências positivas — afirmou Robb.

Para 28% dos pais entrevistados, o uso de smparthones pelos filhos prejudica o relacionamento em casa, enquanto apenas 9% dos adolescentes pensam que suas relações com os pais foram afetadas pela tecnologia. Contudo, entre os filhos que consideram os pais viciados, o percentual sobe para 20%. E entre os pais que acham os filhos viciados, 40% consideram o relacionamento deteriorado.

— A tecnologia é interativa e sedutora para qualquer um, crianças, jovens e adultos. Estar ligado à tecnologia é ruim? Não — afirmou a psicóloga Luciana Nunes, do Instituto Psicoinfo. — Fica ruim quando causa desgaste nas relações afetivas.

Choque de gerações

É certo que pais e filhos passam cada vez mais tempo com seus smartphones nas mãos, seja por questões profissionais ou sociais. Luciana destaca que adultos e adolescentes fazem uso diferente da tecnologia, mas essa percepção por parte dos filhos que os pais estão dependentes dos dispositivos móveis pode estar relacionada com o choque geracional.

Segundo a especialista, na primeira infância os pais são a principal referência dos filhos, mas isso muda na pré-adolescência, quando os grupos de amigos passam a ter mais influência. Ao menos, era dessa forma que acontecia em gerações passadas.

— O que a gente esperava dos pré-adolescentes, da criação de vínculos de amizade e a busca de independência, não está acontecendo. A gente está criando uma geração que está se desenvolvendo emocionalmente de forma mais lenta — afirma a psicóloga. — E isso causa um choque de expectativas. Os pais, que não são nativos digitais, esperam que os filhos adolescentes já saiam sozinhos com amigos, tenham uma certa autonomia, e não percebem que os filhos ainda demandam atenção.

O Globo

O transplante é a última opção para recuperar a visão de pacientes com doenças oculares que atingem a córnea, mas a espera é longa. São 9.442 pessoas esperando pelo tecido, segundo a última edição do Registro Brasileiro de Transplantes, referente a março. Da Coreia do Sul, vem uma notícia que pode alterar

AApple anunciou nesta terça-feira o lançamento do novo iPod touch, quatro anos após a última versão. As configurações técnicas foram reforçadas com o chip A10 Fusion, o mesmo do iPhone 7, tela de quatro polegadas com resolução de 1136 x 640 pixels, câmera traseira de 8 megapixels e frontal de 1,2 megapixels. E diferente do iPhone, o plugue para fones de ouvido foi mantido.

O número de publicações com conteúdo violento punidos por violar as regras do Facebook aumentou quase 10 vezes em um ano, saindo de 3,4 milhões no primeiro trimestre de 2018 para 33,6 milhões entre janeiro e março de 2019. O balanço foi divulgado pela plataforma no documento Relatório de Transparência, que traz números relativos a providências tomadas em relação a posts de usuários a partir de suas regras internas.

Cancelar a assinatura de uma TV paga ficará mais fácil a partir de meados de junho, conforme prevê a lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, publicada no Diário Oficial da União de hoje (14). De acordo com as novas regras, o cancelamento do serviço poderá ser feito por meio da internet ou pessoalmente, junto à própria empresa.

Aprovada em março pelo Senado, depois de passar pela Câmara dos Deputados, a nova lei visa por fim às dificuldades apontadas por consumidores que tentam cancelar esse serviço junto às empresas de TVs por assinatura.

Como em geral o serviço é oferecido no formato de combo – acompanhado de serviços de internet e de telefonia –, as entidades de defesa do consumidor encontram dificuldades para gerar dados específicos que diferenciem queixas motivadas por dificuldade de cancelamento dos demais serviços.

Queixas

Queixas contra TVs por assinatura, telefonia móvel e fixa estão entre os quatro assuntos mais demandados em 2017 e 2018 junto ao Procon-DF – ranking que é liderado pela telefonia móvel, seguido por cartões de crédito, telefonia fixa e, em quarto lugar, as TVs por assinatura.

Das 54.166 queixas atendidas pelo Procon-DF em 2017, 6.127 foram contra serviços de telefonia móvel; 2.939 contra cartões de crédito; 2.815 contra telefonia fixa; e 2.735 contra TVs por assinatura. No ano seguinte, a ordem do ranking não mudou. Foram 46.393 queixas no DF. A telefonia móvel ficou em primeiro lugar, com 5.144 queixas, seguido de cartões de crédito (2.416); telefonia fixa (2.152); e TVs por assinatura (1.522).

Segundo a assessoria do Procon, não há como mensurar, entre as queixas contra as TVs por assinatura, quantas foram feitas motivadas por dificuldades para conseguir o cancelamento do serviço.

“A classificação do motivo da queixa é subjetiva, feita por nossos atendentes. Eles podem, por exemplo, classificá-las como queixas contra o SAC [serviço de atendimento ao cliente], ou mesmo como queixas a serviços de telecomunicações ou telefonia, uma vez que esses serviços podem integrar um combo. O que sabemos é que, sim, estão entre os carros-chefes em termos de queixa”, disse à Agência Brasil a assessora do Procon Giselle Pecin.

Segundo o Procon, a maioria das queixas é devido a problemas relativos ao SAC. “Temos um índice de resolutividade próximo a 80%. Isso mostra que, via de regra, são demandas simples de serem atendidas. Como acabam não sendo, o Procon passa a ser acionado”, acrescentou.

De acordo com o texto publicado no DOU de hoje, a nova lei tem prazo de 30 dias para entrar em vigor.

O WhatsApp divulgou hoje (14) recomendações a usuários para que atualizem o aplicativo em seus smartphones. O motivo da orientação diz respeito a uma falha na segurança que teria permitido o acesso de hackers e a instalação de pequenos programas maliciosos (spywares) para coletar informações dos usuários.

A ação teria utilizado um software de espionagem semelhante aos desenvolvidos pela empresa israelense NSO Group, que comercializa soluções deste tipo junto a governos. Por meio do programa, os hackers teriam como acessar informações dos smartphones dos usuários de forma remota.

“O WhatsApp incentiva as pessoas a atualizarem o nosso aplicativo para a versão mais recente, assim como manter o sistema operacional dos dispositivos atualizados, a fim de proteger contra possíveis ataques destinados a comprometer as informações armazenadas em dispositivos móveis”, destacou a empresa.

Para atualizar o programa, a pessoa deve desinstalar o WhatsApp e baixar a última versão disponível na loja de aplicativos do seu smatphone (como a Play Store, do Google, ou a Apple Store, da empresa de mesmo nome).

A empresa orienta ainda os usuários a manterem os sistemas operacionais atualizados, pois a ação dos invasores pode se beneficiar dessa vulnerabilidade.

O WhatsApp é a maior rede social de troca de mensagens do mundo, com mais de 1,5 bilhão de usuários. No Brasil, o último número divulgado dava conta de uma base de cerca de 130 milhões de pessoas.

Agencia Brasil

A empresa Google anunciou novos produtos e ferramentas em sua conferência anual realizada nesta semana na sede da companhia, a Google I/O 2019. Uma delas é a adoção de realidade aumentada nos resultados de busca.

Será possível visualizar um objeto em 3D utilizando a câmera do celular ou algum outro dispositivo da empresa (como as lentes Google Lens). Quem quiser procurar um animal, por exemplo, poderá vê-lo em 3D, em vez de somente uma imagem em 2D.

A adoção de realidade aumentada permitirá que o indivíduo possa também projetá-lo no local onde ele estiver. Assim, no exemplo citado, uma pessoa poderá ver o animal buscado no local onde estiver, usando a câmera.

Audiodescrição de imagens

Outra novidade anunciada foi a inclusão de audiodescrição em imagens com texto. Ao apontar a câmera para uma placa ou papel, por exemplo, o sistema pode transformar os caracteres em som, “lendo” o que está escrito.

Além disso, a ferramenta virá com opção de tradução. Atualmente, a empresa já fornece um serviço próprio (Google Tradutor), para tradução em dezenas de idiomas. A novidade será a possibilidade de reconhecer palavras e dizeres por meio da câmera e traduzi-las para outros idiomas.

Com os anúncios, o Google reforça sua condição de líder monopolista de mercado. No Brasil, a empresa domina mais de 90% do mercado de buscas, conforme a consultoria Statcounter. Globalmente, o Android chegou a 88% do mercado de sistemas operacionais móveis, de acordo com a consultoria Statista.

Agencia Brasil

A Huawei surpreendeu e passou a ocupar novamente a segunda posição no ranking de maior fabricante de celulares do mundo. A empresa chinesa se destacou por apresentar crescimento expressivo de mais de 50% em comparação ao ano passado, com produção de 59,1 milhões de smartphones ao longo dos primeiros três meses de 2019. Recentemente, a companhia retornou ao Brasil com o lançamento dos celulares Huawei P30 Pro e do P30 Lite.

A Apple, por outro lado, experimentou um forte declínio, caindo para a terceira posição após fabricar 36,4 milhões de iPhones no período, queda de 30,2% em comparação ao ano anterior. Já a Samsung continua líder de mercado com 71,9 milhões de telefones Galaxy comercializados entre janeiro e março. O número, porém, representa redução de 8,1%. Os dados são da consultoria IDC.

O posto de segunda maior fabricante do mundo já havia sido ocupado pela Huawei em agosto de 2018. Na ocasião, a companhia registrou crescimento de 40,9% e superou a Apple com 49,8 milhões de unidades vendidas no período, contra 44,7 milhões da maçã. As posições, no entanto, se inverteram no final do ano, após a chegada do iPhone XS, do iPhone XS Max e do iPhone XR às lojas.

Os números da Huawei chamam atenção por conta do cenário global desfavorável no mercado de celulares. Segundo o relatório da IDC, as vendas de smartphones caíram de 332,2 milhões nos primeiros meses de 2018 para 310,8 milhões em 2019. Ainda assim, a empresa chinesa vendeu quase 20 milhões de telefones a mais no período.

Somente outra fabricante teve resultado positivo no levantamento: a Vivo, que incrementou o número de smartphones em 24% no trimestre, empatando com a Oppo em quinto lugar no ranking mundial. A Xiaomi completa a lista da IDC, na quarta colocação, logo atrás da Apple. Das seis empresas que aparecem no documento, quatro são chinesas.

 

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