O brasileiro vai gastar menos este ano com o presente para o Dia das Mães, aponta pesquisa especial da Sondagem do Consumidor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), divulgada ontem (10), no Rio de Janeiro. Feita com 1.737 pessoas entre os dias 2 e 20 de abril, a pesquisa revela que o preço médio apontado para a data caiu 3,1%, passando de R$ 67,1, em 2018, para R$ 65 este ano.

O percentual de brasileiros que pretendem gastar menos (35,3%) está maior do que aquele com intenção de gastar mais (6,8%), disse o economista Rodolpho Tobler, coordenador das Sondagens da FGV Ibre. "Isso é um pouco normal. Ano após ano é natural que os consumidores digam que pretendem gastar menos. O percentual melhorou em relação a 2018 [37,1%], mas ainda é um percentual baixo".

Tobler disse que a parcela da população que deseja gastar mais com o presente das mães (6,8%) é positiva, "porque é o maior percentual desde 2014, que é o início da recessão. Mas a gente ainda tem aí um saldo de 71,5 pontos percentuais, que é o nosso indicador de consumidores com intenção de compra para o Dia das Mães. Ou seja, tem mais consumidores dizendo que vão gastar menos do que gastar mais".

O indicador da FGV Ibre resulta do saldo de respostas mais 100, em pontos percentuais. Quando ele está abaixo de 100, significa que tem mais consumidores dizendo que vão gastar menos do que gastar mais. Quando o indicador está acima de 100 pontos, tem mais consumidores dizendo que vão gastar mais, esclareceu o pesquisador. Em 2018, o indicador atingia 69,3 pontos.

Faixas de renda

A intenção de efetuar um gasto menor com os presentes para a data este ano se espalhou para todas as faixas de renda. "Mostra que é uma dinâmica geral. Não é específico de algum grupo de consumidores", disse Tobler. A maior queda ocorreu entre as famílias que ganham de R$ 4,8 mil a R$ 9,6 mil mensais, em que o gasto caiu de R$ 74,1 para R$ 71,1.

Tobler disse que com as incertezas em relação à economia, ainda muito elevadas, os próprios consumidores mostram um pouco mais de cautela com os gastos e isso acaba refletindo no preço do presente para o Dia das Mães.

Vestuário foi o presente mais citado pelos consumidores este ano (52,3%), mantendo tendência observada desde 2017 (55%) e 2018 (50,4%). Em segundo lugar em termos de preferência para presentear as mães este ano estão os segmentos de perfumaria (10,5%), calçados (4,6%) e artigos para casa (4,6%). O fato de vestuário oferecer produtos para todos os bolsos facilita ao consumidor encontrar uma opção que mais convém ao seu bolso, disse Tobler.

Inflação

Outra pesquisa da FGV Ibre mostra que a inflação dos produtos e serviços mais procurados no período subiram, em média, 3% nos últimos 12 meses compreendidos entre maio de 2018 e abril de 2019, mas ficaram abaixo da inflação geral medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), cuja variação atingiu 5,19%.

Separando os dois grupos, serviços para o Dia das Mães aumentaram 3,74%, enquanto a inflação dos presentes ficou em 1,92%. O responsável pela pesquisa Igor Lino destacou que no ano passado a inflação de presentes foi ainda menor (1,32%). "Mas, também, a inflação estava bem mais baixa. O IPC estava em 2,98%".

Do total de 27 itens de presentes selecionados para o levantamento da FGV Ibre, sete mostraram alta acima da inflação e cinco apresentaram retração. Entre as maiores altas, destaque para máquina de lavar (6,85%), cintos e bolsas (6,15%), livros não didáticos (5,97%) e geladeira e freezer (5,51%). Mostraram queda aparelho de televisão (-4,67%) e aparelho de som (-1,68%).

Entre os serviços, puxaram a inflação para cima excursão e tour (10,41%) e cinemas (5,84%). No sentido oposto, teatro registrou a maior queda (-11,42%). Igor Lino recomendou aos consumidores ficar atentos para as ofertas que são tradicionais nessa data, no comércio.

Agencia Brasil

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), publicado na quinta-feira (9), em Roma, aponta que o Brasil consolidou sua rápida ascensão na produção de milho, tornando-se o segundo maior exportador mundial do cereal. Há 10 anos, o país detinha apenas 1% do mercado global e agora já é responsável por 25% do total mundial das vendas do produto.

O estudo da FAO destaca também que a Índia foi, pela segunda vez consecutiva, o maior produtor mundial de açúcar, destronando uma vez mais o Brasil. Ainda assim, o país sul-americano continua a ser o maior exportador mundial do produto.

A publicação apresenta as primeiras previsões da oferta e procura da FAO para 2019/2020, com avaliações detalhadas das perspetivas de mercado para trigo, milho, arroz, peixe, carnes, laticínios, açúcar e vários tipos de óleos vegetais.

Segundo o relatório, as importações mundiais de alimentos deverão recuar 2,5% em 2019 e o custo global de importação de produtos alimentares deverá diminuir, mas os países mais pobres e vulneráveis ​não se beneficiarão desta queda dos preços.

Etanol de milho

Uma das razões que explicam o aumento da produção de milho brasileira está na utilização do produto para a fabricação de etanol. Segundo dados apresentados recentemente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), dos 30,3 bilhões de litros de etanol que serão produzidos no Brasil nesta safra, 1,4 bilhão será fabricado a partir do milho.

A informação consta no 1º Levantamento da Safra 2019/2020 de cana-de-açúcar da Conab, que traz dados sobre o etanol produzido a partir da cana e do milho. Apesar de ainda representar um percentual baixo, na comparação com o total produzido (4,62%), a extração de etanol a partir do milho é vista de forma positiva pelo potencial de crescimento em termos de mercado, e pela possibilidade de ser mais uma opção de escoamento da produção brasileira do cereal, que é uma das maiores do mundo.

De acordo com a Conab, a produção de etanol a partir do milho está “cada vez mais relevante”, tendo o estado do Mato Grosso como o maior produtor, seguido pelos estados de Goiás e Paraná. A expectativa é de que novas unidades de produção sigam o mesmo caminho.

Novo negócio

“É um novo negócio. O Brasil tem a possibilidade de fazer etanol de milho e de cana. E, no futuro, teremos condições de fazer um etanol que chamamos de segunda geração, que é o etanol de biomassa. Portanto, é um novo mercado que está se abrindo”, disse o coordenador-geral de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cid Caldas.

Ele estima mais de U$ 1,26 bilhão em investimentos na produção de milho para a extração de etanol no Brasil, ao longo dos próximos 4 ou 5 anos.

Agencia brasil

A edição de 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já atingiu a marca de 3 milhões de inscritos. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Educação e contabiliza os inscritos até as 22h de ontem. As inscrições foram abertas no último dia 6 e vão até o dia 17 de maio, pela internet. As provas do Enem serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro.

Do total de inscritos, 63% estão isentos do pagamento da taxa de inscrição. A taxa para o Enem é de R$ 85 e deve ser paga até o dia 23 de maio. O participante terá até 17 de maio para atualizar dados de contato, escolher outro município de provas, mudar a opção de língua estrangeira e alterar atendimento especializado e/ou específico. Após esse prazo, não serão mais permitidas mudanças.

O candidato que precisar de atendimento especializado e específico deve fazer a solicitação durante a inscrição. O prazo para pedidos de atendimento por nome social vai de 20 e 24 de maio.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem, por exemplo, para se inscrever em programas de acesso à educação superior como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni) ou de financiamento estudantil.

A prova também pode ser feita pelos chamados treineiros – estudantes que vão concluir o ensino médio depois de 2019. Neste caso, os resultados servem somente para autoavaliação, sem possibilidade de o estudante concorrer efetivamente às vagas na educação superior ou para bolsas de estudo. Esses participantes devem declarar ter ciência disso já no ato da inscrição.

Agencia Brasil

A Mega-Sena acumulou pela 14ª vez consecutiva, nesta quarta-feira (8), no concurso 2.149.

O prêmio estimado para o próximo concurso é de R$ 275 milhões.

Os números sorteados foram: 21 - 23 - 37 - 44 - 46 - 48.

O sorteio ocorreu em São Paulo (SP).

Na quina, 496 apostas acertaram os números e cada apostador vai receber R$ 35.200,20.

A quadra saiu para 32,880 ganhadores e cada um vai receber R$ 758,57.

O próximo sorteio será no sábado (11).

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) firmou parceria na terça (7) com a Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) para implantar medidas nas instituições de ensino de apoio a estudantes em situações de sofrimento.

O objetivo é atuar na prevenção de casos de automutilação e de suicídio. O acordo faz parte da campanha “Acolha a Vida”, uma iniciativa promovida pelo MMFDH que tem o objetivo de prevenir e combater este problema entre crianças, adolescentes e jovens.

O protocolo de intenções assinado entre o ministério e a entidade prevê medidas como a instalação de núcleos de acolhimento nas universidades privadas. Segundo a ministra Damares Alves, o intuito é reunir estudantes de cursos como psicologia e de outras áreas de ciências da saúde para oferecer atendimento voluntário.

Outra iniciativa será a realização de ações de capacitação de alunos dessas faculdades, que lecionam em outras escolas, sobre como lidar com jovens em sofrimento. A capacitação e o atendimento poderão alcançar também os próprios estudantes dessas universidades privadas. “Dentro das universidades há jovens se cortando e pensando em se matar”, comentou a ministra.

A parceria também vai envolver intercâmbio de informações entre o órgão governamental e associações de universidades. A ANUP informou no evento de assinatura do protocolo de intenções que há universidades já adequando grades curriculares para incluir temas relacionados ao bem-estar, felicidade e inteligência emocional.

Disque 100

Como parte da campanha “Acolha a Vida”, o MMFDH também firmou parceria com a Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL). A entidade vai fornecer tratamento aos atendentes do serviço Disque 100, linha aberta para denúncias de violações de direitos humanos. O serviço vai atender pessoas que busquem apoio para situações de sofrimento e vontade de cometer algum ato de automutilação ou suicídio.

“A ideia é proteger essas pessoas, é acolher estas pessoas. É importante tirar o primeiro impulso, mostrar que há caminho. E isso é possível”, falou o presidente da APAL, Antônio da Silva. Segundo a ministra do MMFDH, o início do serviço ainda não tem data mas deve ocorrer após a formação dos atendentes.

Em abril, o custo da cesta básica subiu em todas as 18 capitais analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada hoje (7), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

As altas mais expressivas ocorreram em Campo Grande (10,07%), São Luís (7,10%) e Aracaju (4,94%).

A cesta mais cara do país foi a de São Paulo, onde o conjunto de alimentos essenciais custava, em média, R$ 522,05, seguida pela cesta do Rio de Janeiro, R$ 515,58, e de Porto Alegre, R$ 499,38. As cestas mais baratas, em abril, eram as de Salvador, R$ 396,75, e Aracaju, R$ 404,68.

Nos primeiros quatro meses de 2019, todas as cidades analisadas pela pesquisa apresentaram alta acumulada. Os maiores aumentos foram observados em Vitória (23,47%) e Recife (22,45%). O menor aumento acumulado ocorreu em Florianópolis, com alta de 5,35%.

Salário mínimo

Com base na cesta mais cara do país, observada em São Paulo, o valor do salário mínimo em dezembro, necessário para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria de R$ 4.385,75, o que equivale a 4,39 vezes o valor do salário mínimo atual, de R$ 998,00.

Agencia Brasil

A Mega-Sena vai sortear nesta quarta-feira (8) o prêmio acumulado de R$ 170 milhões; o maior deste ano.

As seis dezenas do concurso 2.149 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília) no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

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O sorteio será realizado no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo - Marcello Casal jr
 

Segundo a Caixa, o prêmio, que está acumulado pela 13ª vez consecutiva, é o terceiro maior da história da Mega-Sena, sem considerar a Mega da Virada. Caso aplicado na poupança, o valor renderia mais de R$ 631 por mês.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de amanhã, dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.148 da Mega-Sena, realizado às 20h (horário de Brasília) deste sábado (4) em São Paulo (SP). O prêmio acumulou.

Veja as dezenas sorteadas: 08 - 15 - 32 - 33 - 58 - 59.

A quina teve 296 acertadores; cada um levará R$ 37.666,84. Outros 21.684 apostadores acertaram a quadra; cada um receberá R$ 734,53.

O próximo concurso (2.149) será na terça-feira (7), também em São Paulo. O prêmio é estimado em R$ 170 milhões.

Para apostar na Mega-Sena


As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet. A aposta mínima custa R$ 3,50.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, abriu oficialmente no Leme, na zona sul do Rio, o Dia D de vacinação contra a gripe. Durante o evento, o ministro explicou que a vacina deste ano tem duas cepas novas, em relação à vacina de 2018. Segundo o Ministério da Saúde, a alteração nas cepas é importante devido ao vírus da gripe passar por constantes mutações.

“A vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina, e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, informou a pasta.

O ministro da Saúde falou também sobre a importância de se ter um dia, como hoje, que marque a campanha, em que todos estão mobilizados para a vacinação. “Hoje é o Dia D, onde a gente faz uma grande conscientização, uma grande chamada à população e gradativamente as metas vão sendo atingidas. Iniciamos este ano um pouco antes, apenas com gestantes e crianças que era para não ter aglomeração, esse grupo pode se vacinar a qualquer tempo a qualquer hora”.

 

Sobre a situação no estado do Amazonas, onde a vacinação teve que ser antecipada devido ao número de mortes causadas pela doença, em menos de um mês, Mandetta informou que a meta de vacinação foi atingida rapidamente.

“Em apenas 20 dias foram registrados 36 óbitos no estado. Ela pegou muitas gestantes e crianças. Tanto que nós tivemos que antecipar ao máximo o lote inicial para o Amazonas. As pessoas às vezes só começam a se vacinar quando elas vêm que os casos são graves e as pessoas estão indo a óbito. Então no Amazonas já atingiu a meta e em uma semana vacinou toda a sociedade do Amazonas”, disse.

Perguntado sobre o número reduzido até o momento, no estado do Rio de Janeiro, que, de um total de 4,8 milhões de pessoas do público-alvo, cerca de 500 mil compareceram para se imunizar, Mandetta disse que “a população gradativamente já se apropriou da vacina. Ela tem o tempo dela”. Mas alertou para a importância da pessoa tomar a vacina o quanto antes.

“Essa vacina, quando se aplica, o organismo leva de 15 a 20 dias para gerar os anticorpos”, disse o ministro, chamando a atenção para a população dos estados da Região Sul se vacinar antes do período frio chegar. “Pela previsão do tempo, a gente já começa a ter a chegada de frentes frias no Sul do país. Todos os anos nós temos óbitos, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. E essa gripe quando faz um formato de epidemia, ela não tem fronteira e atravessa o país inteiro. A importância é extrema de você proteger a você e a sua família”, afirmou.

O aposentado Vitor Manoel da Fonseca Brandão, de 72 anos, estava no posto de vacinação e disse que todo ano não deixa de se imunizar contra a gripe. “Eu tomo a vacina porque é muito importante que a gente se previna de um mal maior, que no caso é a pneumonia. A vacina é muito importante. Eu não tenho me resfriado, nem gripado. E é muito difícil acontecer e, graças a Deus, eu não tenho tido maiores problemas, não”, disse.

 Dia D de vacinação contra a gripe no Leme, na zona sul do Rio de Janeiro.
Dia D de vacinação contra a gripe no Leme, na zona sul do Rio de Janeiro. - Tomaz Silva/Agência Brasil
 

Imunização

Dados do Ministério da Saúde indicam que até ontem (3) foram vacinadas no Brasil 14,5 milhões de pessoas. O quantitativo representa 24,5% do público-alvo da campanha, formado por profissionais das forças de segurança e salvamento, crianças de seis meses a menores de 6 anos, gestantes, trabalhadores de saúde, povos indígenas, puérperas (mulheres até 45 dias após parto), idosos, professores, pessoas portadoras de doenças crônicas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. A meta é vacinar pelo menos 90% de cada um dos grupos prioritários.

Agencia Brasil